Habilidades Médicas 

 

 

 

 

A educação médica permanece um desafio para professores, pesquisadores e planejadores de Saúde. A sociedade atual, em permanente mudança, requer que profissionais médicos sejam tecnicamente competentes, humanos e capazes de resolver problemas em diferentes contextos.

 

No Brasil, o perfil e as competências para o profissional médico em formação foram definidos em 2001, nas Diretrizes Nacionais do Curso de Graduação em Medicina, proposto pelo Ministério de Educação e Cultura, conforme segue: “um médico, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva; capacitado a atuar, pautado em princípios éticos, no processo de saúde-doença em diferentes níveis de atenção, com ações de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação à saúde, na perspectiva da integralidade da assistência, com senso de responsabilidade social e compromisso com a cidadania, como promotor da saúde integral do ser humano.”

 

Nos dias de hoje têm sido proposto a alternativa de ensino centrado no aluno, que passa a ter participação ativa no desenvolvimento

de objetivos educacionais definidos; adoção da metodologia do aprendizado baseado em problemas; currículo integrado; desenvolvimento simultâneo do conhecimento e das competências; diversificação dos cenários de ensino-aprendizagem e inserção precoce dos alunos em atividades profissionais.

 

Essas inovações metodológicas e estratégicas do currículo médico propiciaram o desenvolvimento de novas técnicas de aprendizado e avaliação, tendo por base o cenário de simulações, com o uso de manequins onde o aluno têm a possibilidade de adquirir habilidades elementares às quais, ao seu tempo, poderão ser testadas por meio de ferramentas desenhadas para tal fim. Nesse cotexto, destaca-se o OSCE (Objective Structured Clinical Examination), caracterizado por ser uma avaliação prática de desempenhopor meio do uso de pacientes simulados na forma de um teste objetivo. Esse método foi descrito na literatura por Harden, Stevenson, Downie & Wilson. A popularidade do OSCE tem aumentado internacionalmente, pois ele consegue medir competências clínicas que outras formas de avaliação não conseguem. Atualmente, esta avaliação é utilizada para certificação profissional pelo Conselho Médico do Canadá e pela Banca Nacional de Examinadores Médicos (NBM – National Board of Medical Examiners). 

 

O OSCE consiste num conjunto de estações cujo número varia dependendo das habilidades a serem examinadas. Cada estação consiste numa tarefa ou conjunto de tarefas a serem realizadas individualmente pelos profissional ou estudante que está sendo examinado, num tempo determinado. Algumas estações têm um avaliador que verifica as tarefas realizadas através de um checklist. Outras têm como avaliador o próprio paciente simulado. Algumas tarefas podem ser solicitadas: fazer uma história clínica específica, realizar uma parte específica de um exame físico, interpretar um exame de radiologia, realizar determinado procedimento técnico ou identificar um aspecto ético durante uma entrevista com um paciente, entre outras. Portanto, as estações podem ser construídas para avaliar não somente aspectos clínicos, mas também outras habilidades, como as de comunicação. O OSCE já é considerado o padrão ouro para avaliação de desempenho na só ao nível de graduação como também na pós-graduação.

 

O treinamento de Habilidades Médicas e o método OSCE se complementam enquanto estratégias ativas de ensino e aprendizagem. Entendemos que novos paradigmas e estratégias educacionais, como estas, devem representar o foco principal para o avanço da educação médica em nosso país. Para aprender a clinicar efetivamente, os estudantes de Medicina e médicos devem ter acesso a essa importante ferramenta que, inevitavelmente, fará parte do arsenal didático obrigatório de todas as escolas médicas e hospitais do Brasil.

Roteiros de Estações Práticas

INSTRUMENTAL BÁSICO E TÉCNICA DE SUTURA (PONTO SIMPLES) E NÓS CIRÚRGICOS

Reconhecimento de instrumental cirúrgico basico e técnica de pontos simples

Estação Prática #1

TÉCNICA DE SUTURA SEPARADA COM USO DO PONTO EM "X", DONATTI E SUTURA CONTÍNUA

Técnica de sutura com o uso de pontos separados tipo "X" e Donatti. Técnica de sutura contínua com o uso do chuleio simples e chuleio ancorado

Estação Prática #2

CONTROLE DA VIA AÉREA / TÉCNICA DE INTUBAÇÃO ORO-TRAQUEAL

Técnicas elementares de controle da via aérea, garantindo a sua permeabilidade para adequada ventilação. São aboradas técnicas que devem ser dominadas pelo médico generalista, incluindo a intubação oro-traqueal.

 

Estação Prática #3

REANIMAÇÃO CARDIO-PULMONAR (RCP)

Roteiro de atividade prática para treinamento elementar em reanimação cardio-pulmonar segundo as diretrizes de suporte básico e suporte avançado de vida da American Heart Society (AHA).

 

Estação Prática #4

ATENDIMENTO INICIAL AO PACIENTE POLITRAUMATIZADO

Sistematização do atendimento inicial ao paciente vítima de trauma de acordo com o estabelecido pelo ATLS, 9ªed.

 

Estação Prática #5

ACESSOS VENOSOS

Descrição e demonstração das técnicas de acesso venoso enfatizando os métodos de acesso venoso central

Estação Prática #6

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